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Realidade virtual poderá oferecer benefícios a pacientes com Parkinson

Universidade dos EUA utiliza sessões com equipamento cujo objetivo é melhorar o equilíbrio e evitar quedas

Publicado no dia: 23/04/2019
Realidade virtual poderá oferecer benefícios a pacientes com Parkinson
A realidade virtual promete ser uma das grandes aliadas do envelhecimento. Sua aplicação no campo da longevidade ainda é restrita e cara, mas esperamos que siga o caminho de toda inovação tecnológica e se popularize. Na Universidade de Utah, nos Estados Unidos, o professor Kenneth Bo Foreman, diretor do Motion Analysis Core Facility, lidera um projeto cujo objetivo é melhorar o equilíbrio de pacientes com Doença de Parkinson, diminuindo o risco de quedas.

Visualize o que acontece no laboratório dessa universidade: ali está sendo testado um programa chamado Treadport, desenvolvido num ambiente que, em inglês, se chama CAVE (Cave Automatic Virtual Environment). Num lugar fechado, a pessoa com Parkinson coloca um par de óculos que se assemelha aos disponíveis no mercado e sobe numa esteira. Utilizando um equipamento de segurança com alças e correias que a impede de cair – lembra um pouco o usado em voos de asa delta – anda em direção a um espaço aberto que é projetado no chão e nas paredes: à sua frente e nas laterais. Os comandos pedem que ande em linha reta, para os lados e até corra, podendo se deparar com obstáculos também virtuais, como mostra o vídeo disponibilizado pelo professor Foreman. Quando consegue completar uma etapa com sucesso, o nível seguinte apresenta um grau maior de dificuldades.

Depois de sessões semanais de meia hora durante seis semanas, os pacientes demonstraram melhor equilíbrio e controle para lidar com obstáculos. Esse é um grande avanço, já que, para grande parte dos portadores de Parkinson, o simples ato de andar dentro de casa ou caminhar pela vizinhança pode ser desafiador. Para o cientista, a principal vantagem do experimento é levar o indivíduo a ampliar suas habilidades num ambiente totalmente seguro: “o exercício ganha uma outra dimensão, porque os participantes apreciam a experiência e se divertem com ela. Conseguem superar seus limites sem o medo de cair”.

Foreman apresentou seu trabalho no Experimental Biology 2019, evento que atrai cerca de 12 mil cientistas e expositores e foi realizado entre 6 e 9 de abril na Flórida. O próximo passo é levar o Treadport para o centro de reabilitação da universidade. Numa rápida conversa por e-mail com o G1, o professor Foreman admitiu que o grande desafio é o equipamento ser utilizado em grande escala: “já há muitos ambientes de realidade virtual, mas poucos com projeção no chão e que tenham sido customizados para um grupo específico com problemas de mobilidade. Optamos por usar óculos semelhantes aos comuns porque eles tornam a experiência mais real e também desenvolvemos sapatos especiais que recriam a sensação de pisar no terreno acidentado que está na tela. Nossa esperança é que de esse treinamento possa um dia beneficiar o maior número possível de pessoas”.

Fonte: G1 Saúde

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